Coube a João Machado, presidente da CAP, abrir o colóquio «Valorização dos Sub-Produtos da Fileira do Azeite», considerando que «é muito importante que as pessoas tenham a noção que o país, no actual estado económico, vai ter de produzir mais e a um ritmo muito acelerado».
«Exportarmos mais e tornarmo-nos mais auto-suficientes é essencial porque temos necessariamente de produzir bens que compensem as importações», alertou João Machado.
Por seu turno, António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), que conta com 17 mil associados, juntando 88 cooperativas e lagares da região transmontana, realçou que a fileira do azeite «é competitiva», lembrando que «é pela parte positiva que o sector tem de puxar».
O dirigente da AOTAD afirmou que «é fundamental estar ao lado dos produtores e defender o olival nas suas mais diversas variedades ao nível do território», recordando que os lagares actualmente são «autênticas indústrias» que devem ser apoiadas.
António Branco fez questão de lembrar que a AOTAD domina uma fileira numa região com 37 mil olivicultores, proprietários de 80 mil hectares de olival e que produzem uma média anual de 90 milhões de quilos de azeitona. «Um exemplo de como é possível dinamizar e inovar no sector», vincou.
«A qualidade dos azeites transmontanos tem sido premiada a nível internacional e, isso tem sido fruto do nosso trabalho de divulgação, além do apoio ao agricultor na inovação e modernização», disse, lembrando também a importância do centro tecnológico do azeite da região transmontana, e que contabiliza três dezenas de azeites de Denominação de Origem Protegida (DOP).Por fim, António Branco deixou três desígnios fundamentais para o sector do azeite: «implementar rapidamente uma estratégia nacional para esta fileira, gerir de forma correcta os recursos naturais e criar emprego».




















































