
O local da reunião, será no adro da igreja, donde sairá às 18.30 o cortejo druida e solsticial, em romagem ao calendário solar, que contará com um grupo de gaiteiros - Para uma vez mais se evocarem tempos idos, recuperar a memória de tradições perdidas e celebrar aquele que é o dia mais desejado do calendário solar - o Verão: o tempo da maturação e abundância dos frutos, do convite à liberdade e ao lazer das manhãs repletas de luz e das tardes longas e soltas de alegria e de emoções inesgotáveis.
Contamos consigo - seja o mais modesto cidadão ou mais interessado no conhecimento e na investigação da nossa ancestralidade: venha partilhar connosco a alegria e a emoção de momentos de rara beleza e esplendor!
Venha compreender, um pouco melhor, com a explicação de investigadores e estudiosos, a razão pela qual se sucedem e como sucedem os solstícios e porque motivo o homem, mesmo o mais primitivo, quis regular a harmonia das suas vidas, com o movimento aparente do sol - e até da lua e de outras estrelas, edificando calendários solares, sendo o mais conhecido o de Stoneheng - Mas existem muitos mais, noutros pontos do globo, igualmente importantes
E, também, querendo acompanhar esses mesmos especialistas, na sua visita ao Museu do Côa ou no colóquio, poder dispor de um conhecimento mais aprofundado do património arqueológico e cultural de Foz Côa e concelhos limítrofes - tão riquíssimo e já classificado como Património da Humanidade
E, por fim, terminando o dia, associando-se à celebração do início do Verão, junto a um dos lugares eleitos por civilizações, igualmente muito antigas: que nos antecederam, não se sabe bem quando, mas supõem-se que há vários milénios, pois os utensílios e restos de povoados, que resistiram ao longo das eras, assim o atestam: machados de pedra, mós de rolos, vestígios de povoados e castros, gravuras, fossetas e até amuletos em osso - e, pelo menos, uma pintura, a que dá ao nome a um outro templo, direccionado com os equinócios (a Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora), constituem-se como elementos reveladores que vêm confirmar a existência, a fixação e a passagem de vários povos naquela área, nomeadamente desde o neolítico e calcolítico - sendo os sítios mais emblemáticos os diversos núcleos das famosas gravuras paleolíticas do Vale do Côa - a cuja perímetro se circunscrevem os Templos do Sol -
Por isso, tendo oportunidade de o fazer, não falte: além de poder partilhar connosco no mesmo sentimento, irmanado na comunhão com a natureza e as suas estações, achamos que a sua opinião poderá ser muito importante para o desfazer das muitas dúvidas e mistérios que ainda pairam no espírito do lugar - No entanto, de um pensamento estamos quase certos: de que, afinal, os nossos ancestrais, que por ali passaram e por ali se fixaram, não deveriam ser tão atrasadas na astronomia e na sua relação com o cosmos e o seu meio, quanto se possa julgar.
O lugar é magnífico e sedutor, capaz de lhe deslumbrar o espírito, de lhe infundir renovadas e purificadoras energias que o quotidiano, fastidioso, enturpecedor e agressivo, lhe rouba ao longo dos 365 dias, numa sociedade toda ela voltada aos falsos prazeres de um desbragado consumismo e bens materiais.
Sim, não falte: venha contemplar os últimos raios desse tão ansiado dia, em perfeito alinhamento com o horizonte a ocidente, rasando o alto da curvatura de uma autêntica esfera solar e armilar (a Pedra do Sol, oh! sim mas que símbolo mais genuíno, fascinador) e o pequeno círculo, incrustado um pouco mais a ocidente, sobre a superfície rochosa do pequeno anfiteatro, que se destaca da granítica vertente que se eleva, lá desde o fundo do fertilíssimo vale maravilha, oferecendo-lhe uma panorama única, verdadeiramente singular, um pôr-do-sol que a sua retina (estamos certos) jamais esquecerá, matizado de magia e misticismo, prenhe de nostalgia e de um radiante e terno esplendor, capaz de lhe vibrar a alma, de ternura e paz, lha encher de luz da mais sublime candura e espiritualidade.





















































