24 julho 2011
22 julho 2011
Unidos em prol do Património
Jovens fizeram limpeza ao Castelo de Numão
No ano em que se assinalam, simultaneamente, o Ano Europeu do Voluntariado, o Ano Internacional da Juventude e o Ano Internacional das Florestas, a Junta de Freguesia de Numão e o Núcleo Regional da Guarda da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza - uniram-se para maximizar esforços e recursos humanos.
A atividade promovida em conjunto juntou cerca de 50 jovens na pequena freguesia de Numão e permitiu fazer a limpeza do castelo da aldeia.
O presidente da Junta de Freguesia de Numão considera que “iniciativas como estas promovem uma educação patrimonial, convidando os mais novos a refletir sobre os diferentes elementos patrimoniais, que constituem a nossa identidade”.
O presidente do Núcleo da Quercus sublinhou que a instituição faz questão de apoiar atividades como esta, “uma vez que se tratam de movimentos com um cariz voluntário, mas também refletem a preocupação da sustentabilidade patrimonial e ambiental dos nossos territórios”.
Em representação da Associação "Amigos do Concelho - Foz Côa Friends", estiveram também presentes nesta iniciativa, José Maurício Lebreiro e Hermínio Lemos.
Os nossos agradecimentos a todos os que participaram nesta acção cívica que vem demonstrar como pequenos gestos podem fazer toda a diferença. Bem hajam!
Fonte: novaguarda, 20 de julho
Almendra
Almendra é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Côa com 54,51 km² de área. “Almendra”, nome castelhano que em português significa amêndoa, devido à elevada concentração de amendoeiras, de que ainda hoje é detentora.
Breve História da Vila - A vila só se tornaria definitivamente portuguesa no reinado de D.Dinis em 1297, após o Tratado de Alcanices. Em 1383, Almendra recupera o título, entretanto perdido, mas só em 1449 no reinado de D. Afonso V viria a ser confirmado e designado o Concelho de Almendra e Castelo Melhor. Após as primeiras reformas administrativas do liberalismo, foram-lhe ainda anexadas as freguesias de Algodres e Vilar de Amargo. Foi sede de concelho até 1855 que após nova reestruturação, teria sido extinto e integrado no Concelho de Vila Nova de Foz-Côa onde permanece até aos dias de hoje.
Casa de Almendra ou dos Viscondes do Banho
A Casa de Almendra é dos edifícios mais conhecidos e imponentes da localidade. De estilo predominantemente barroco, visível na sua varanda e frontão central, apesar de alguns vestígios de “rocaille” nas suas janelas. Mandado construir por volta de 1743, possui dois andares. O piso superior é predominantemente para habitação e o inferior destinado a armazém e consultório do Dr. Alexandre Jorge Luna Caldeira.

A brusca paragem da sua construção é visível na sua pedra de armas setecentista e capela anexada, ambas inacabadas. Actualmente encontra-se algo degradada e pertence à D. Márcia de Morais Sarmento e aos filhos de Dr. Alexandre Jorge Luna Caldeira.



A Igreja Matriz tem, segundo a inscrição que se pode observar por cima do portal, quase 500 anos. Com algumas influências renascentistas, apresenta uma torre sineira, um portal ladeado por dois contrafortes, um óculo de pequenas dimensões ao cimo do referido portal e uma torre com contrafortes adossados aos cantos na sua parede posterior. O portal norte denota influências do mesmo período. No seu interior, a Igreja encontra-se dividida em três arcos. A Capela-mor, com uma abóbada de combado, detém um altar-mor “rocaille” com um trabalho de talha. Tem ainda mais dois altares: do lado da Epístola em invocação de Nossa Senhora da Agonia e do lado do Evangelho em invocação do Coração de Jesus.

Pertença do Conde de Almendra, José Caetano Saraiva Caldeira de Miranda, que conquistou o titulo em 1906. A Casa do Conde de Almendra tem base setecentista, sofrendo algumas intervenções, a mais significativa em 1842. No edifício podem ver-se grades nas janelas do piso inferior e uma pedra de armas. Após a morte do referido Conde, a casa passou para a posse de D. Maria José Beatriz Vergueira de Miranda Meneses Cordeiro Sousa Leite e é actualmente dos seus herdeiros.
Capela de S. Sebastião
Com uma decoração simples, esta capela encontra-se na rua do Calvário e está datada do século XVII (atendendo à inscrição que ostenta). Detentora de uma nave única, separada da Capela-mor por um arco cruzeiro.
Capela de Nossa Senhora da Misericórdia ou Nosso Senhor dos Passos
Localizada no Largo da Amoreira, possui uma nave única e um altar-mor raro. De características neo-góticas, o altar foi doado pelo Visconde do Banho, substituindo um antigo altar renascentista, período do qual se pensa serem os traços arquitectónicos e decorativos originais da Capela, datada de 1571. Actualmente, esses traços não são tão visíveis por ter sido submetida a trabalhos de restauro que não cuidaram dos seus traços originais. No interior podemos observar um coro alto em madeira, um púlpito renascentista e uma pia de água benta em pedra.
Capela de Nossa Senhora do Socorro
Localizada perto da Igreja Matriz, esta capela terá sido construída por Gaspar Sanches de Castilho por volta de 1625. Tem como características principais uma imagem em pedra em cima de um portal renascentista.
Ruínas de Calábria ou Calábriga
Não estando ainda totalmente comprovada, é normalmente tida como certaa localização da antiga Cidade de Calábria nas imediações de Almendra. Cidade do período Visigótico e uma das mais antigas comunidades cristãs que teria sido destruída pelas invasões muçulmanas.
Praça e Pelourinho de Almendra
Recentes obras modificaram o aspecto geral da Praça, apresentando-se hoje como nas imagens
Festa da Nossa Senhora do Campo:
É a principal festa da Vila. Decorre anualmente no fim-de-semana seguinte à Páscoa. Durante 5 dias (sexta, sábado, domingo, segunda e terça-feira), a Vila veste-se de gala em honra de Nossa Senhora do Campo.
É a principal festa da Vila. Decorre anualmente no fim-de-semana seguinte à Páscoa. Durante 5 dias (sexta, sábado, domingo, segunda e terça-feira), a Vila veste-se de gala em honra de Nossa Senhora do Campo.
Festa de S. Sebastião: 20 de Janeiro
Natal: É também tradição em Almendra acender-se uma enorme fogueira em noite de consoada no Largo da Amoreira.
Fonte: Almendra
Imagens de Luís Branquinho Pinto e Adriano Ferreira
21 julho 2011
Vinho do Porto...que futuro?
A Região Demarcada do Douro vai transformar em Vinho do Porto 85 mil pipas em 2011, menos 25 mil do que na vindima anterior.
O responsável pelo IVDP adiantou que "não se concretizaram as expetativas de continuar a aumentar as vendas e o crescimento mundial entre os países compradores de vinho do Porto que se esperavam o ano passado". Pelo contrário, acrescentou, "os mercados tradicionais, incluindo o nacional retraíram-se". Vilhena Pereira espera que "a fixação desta quantidade de mosto disponível permita que os preços na produção subam significativamente". O comunicado de vindima, que define o número de pipas a beneficiar, é elaborado com base em vários fatores, tais como a produção prevista de vinho na próxima vindima ou as vendas registadas nos primeiros meses do ano.
Isabel Marrana, secretária geral da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), já tinha dito que o comércio ia defender uma diminuição do benefício. A qual, segundo a responsável, se justifica porque a comercialização de vinho do Porto "está em quebra", de designadamente 3.8 por cento no primeiro semestre comparativamente com igual período do ano passado. "Por outro lado temos ainda o excedente de cerca de nove mil pipas que ficaram por vender na vindima anterior", sublinhou.
A Casa do Douro (CD), representante da produção, considera que esta redução significa que os viticultores durienses vão experimentar "novos prejuízos" que vão "por em causa muitas explorações".
"Salvo se o comércio levar por diante uma política substancial de melhoria de preços, o que não me parece", afirmou o presidente da CD, Manuel António Santos.
Por sua vez, a Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) classificou esta redução como a "ruína" dos pequenos e médios vitivinicultores do Douro e anunciou um protesto para o dia 27 de julho, a decorrer no Peso da Régua.
Fonte: DN, 18 de Julho 2011
Imagens de: Adriano Ferreira
13 julho 2011
LENDA DO MONTE MEÃO
O Douro vem muito de mansinho
E depois de passar frente ao Pocinho
Murmurou sem preconceito ou embaraço:
Foz Côa, hoje é o meu dia de sorte.
Arrasta-te um pouco cá p’ra norte
Que eu quero dar-te um grande abraço
E foi com esta lenda terna e meiga
Que o Douro criou aquela veiga
E lhe deu os primeiros habitantes.
Mais tarde muitos foram p’ró planalto
Mas outros não quiseram dar o salto
Ficando nas Cortes como dantes
E a Senhora da Veiga, Mãe de Deus
Querendo juntar os filhos seus
Daquelas duas póvoas separadas
Promove devotas procissões
Que envolvem piedosas multidões
Pela Mãe do Céu abençoadas
O Douro chora sempre de emoção
Ao circundar o seu Monte Meão
Terra que foi por si criada
Ele sabe que aí tudo está bem
E até a Senhora nossa Mãe
Decidiu fazer lá sua morada
Eu como fozcoense nato e puro
Vou pedir às musas do Douro, eu juro
Que este meu anseio se transcenda
Que o sonho de amor-pátrio que sonhei
Não se apague no momento em que acordei
E seja transformado nesta lenda


































































