22 abril 2012
Inauguração da exposição "CÔA: REINVENTAR A ARTE DA NASCENTE À FOZ" em Fóios (Sabugal)
Mesa constituida pelas seguintes entidades: Presidentes das Câmara Municipais de Sabugal e VN. de Fozcoa, Vogal do conselho de administração Coa Parque e Presidente da junta de freguesia dos Fóios.
Em seguida o presidente da autarquia do Sabugal frisou a necessidade de criação de uma dinamica conjunta, entre todos os municipios que constituem a associação dos municipios do Vale do Coa, criando uma rota unica de todos os sitios culturais e de interesse histórico, de maneira que todo o Vale do Côa fosse descoberto na sua riqueza historica e cultural.
De seguida houve uma pequena homilia por parte do pároco dos Fóios, abencoando aquele espaço. Entretanto o arqueólogo da Fundação, Jorge Sampaio, explicou aos presentes as gravuras expostas e o seu significado, frisando que o homem rupestre através da sua cultura imortalizou o auroque nas suas gravuras, da mesma maneira que as gentes raianas imortalizam o toiro na sua cultura, nas capeias, touradas e garraiadas.
Usou ainda da palavra o presidente da junta dos Fóios, agradecendo a todos os presentes e referenciando a "Fozcôa Friends Associação", reprersentada no acto por José Constanço, membro da Direcção, como uma das responsaveis pela concretização em parte destes eventos. Salientou também que da nascente à foz, "o namoro" passou já para uma fase mais adiantada, aludindo que esta zona raiana, vizinha da provincia de Salamanca será uma mais valia no intercâmbio das gentes espanholas nas visitas ao Vale do Côa. Apelou para que isto seja feito da nascente á foz e vice-versa, porque o futuro está no turismo.e os sitios culturais, aliados a um turismo de qualidade de vertente cultural; será um polo de criação de riqueza para todos nós.
Seguiu-se um lanche ajantarado oferecido pela junta de frguesia dos Fóios, sinónimo da hospitalidade das gentes raianas.
20 abril 2012
ODE AO CÔA
ODE AO CÔA
Eu Côa minha ventura amei;
Eu Côa meu destino acatei,
Eu Côa toda a arte em ti sonhei.
Rio que abrigas arte em teu leito,
milénios de história são o preito,
expressivo ciclo artístico gravado
em rochas de xisto, do escarpado
vale por onde oscilas intempestivo,
na busca de outro assaz sugestivo.
No Lameirão da Malcata apareceste,
Kut, Kuto, Coda foste, Cuda nasceste,
aos transcudanos a sede mitigaste
e os gados lusitanos apascentaste,
entre povos irmãos fronteira incerta,
judeus acolheste em diáspora aberta.
Cruzas pedaços de história e tradição,
nas pedras dos castelos recordação,
pelas tuas encostas, palco de lutas,
pelejaram hordes de forças brutas,
atravessaram-te exércitos imperiais,
deste guarida nas guerras liberais.
Foste fértil e o sustento fertilizaste,
águas termais nas ladeiras brotaste,
acomodaste as agruras dos tempos
em recantos abrigados dos ventos
vida nasceu, cresceu, se fez história,
gente que te outorgou honra e glória.
Rio Côa, que o meu caminho cruzaste,
ao ciclo natural e ao universo evocaste
quando cedo para o Douro me levaste,
na simbiose com teu curso me abrigaste
até ao dia em que de volta me chamaste,
buscando o passado que aqui reservaste.
A evolução dos tempos, a ti, te abandonou,
prenhes indiferenças de quem te sacrificou
às giestas e gentios desaforos, te condenou.
Texto: Edite Pinheiro
Abr, 17 / 2012
19 abril 2012
Foz Côa no início do séc. XX (1903 - Publicações)
Este último artigo refere-se ao edifício geminado da antiga escola primária situada em frente às instalações dos bombeiros voluntários, uma vez que a chamada Escola do Campo (para crianças do sexo masculino), só teria sido construída posteriormente, na década de 50.
Edição de 8-10-1903
Documentos gentilmente cedidos por Adriano Ferreira
13 abril 2012
A história da estação de Castelo Melhor
Resumo histórico do
troço Pocinho – Barca D’Alva
Em 1878 o governo determina ao
diretor da construção dos Caminhos de Ferro do Minho e Douro, para que
procedesse urgentemente aos estudos entre a foz do Pinhão à Barca D’Alva, com
vista à posterior elaboração do planeamento financeiro da obra.
Em 1880 as cortes gerais aprovam o
prolongamento da linha férrea do Douro do Pinhão à Barca D’Alva autorizando o
entroncamento desta com a linha férrea de Salamanca ao Douro.
O governo através do decreto de 23
de Junho de 1880 autorizou a construção do prolongamento da Linha do Douro até
à Barca D’Alva.
O comboio chegou ao Pocinho a 10 de
Janeiro de 1887.
Quatro meses depois, a 5 de Maio de
1887, avança até ao Côa.
Finalmente, a 7 de Dezembro de
1887, o comboio chega à Barca D’Alva. A construção deste caminho-de-ferro
incluiu o percurso entre Salamanca e Barca D’Alva que foi inaugurado no mesmo
dia. Nesse dia houve 4 inaugurações: 1 – Côa
- Barca D’Alva; 2 – Lumbrales – Barca D’Alva; 3 – Porto – Salamanca; 4 –
Ponte internacional.
A questão da OLGA
Em 1888 o clérigo Lucas José Nunes
(abade de Leça da Palmeira), provavelmente natural de Castelo Melhor, publica
vários artigos em defesa acérrima da construção de uma estação na foz do
ribeiro das Pariças em contraponto ao que considerou ter sido um erro a
construção das estações do Côa e da Olga (Almendra). Argumentava o abade que o
sítio das Pariças era o mais natural para a implantação de uma estação dado que
no local havia uma travessia no Douro entre as terras da Beira e Trás-os-Montes, com
barca de passagem, assim como um cais, onde os rabelos carregavam e
descarregavam. A esse porto acediam os povos de ambas as margens através de
caminhos para tal fim existentes, localizando-se a meio caminho entre as desembocaduras
do rio Côa e da ribeira de Aguiar. Considerava por isso que era o melhor local
entre o Pocinho e Barca D’Alva.
Dizia-se que a escolha dos locais
para a implantação das estações do Côa e da Olga (Almendra) tivera a ver com o
facto, no caso do Côa, de ali chegar a estar projectada uma ligação da Linha do
Douro à Linha da Beira Alta, pelos vales do Côa e da ribeira de Maçoeime que
iria entroncar em Vila Franca das Naves.
Facto curioso nesta história, é
saber que essa ideia do ramal do Douro para Sul, na zona do Côa, permaneceu
para além da decisão de avançar com os carris até à Barca D’Alva.
O argumento para a construção da
estação da Olga (Almendra) parece ter sido o seguinte: se temos de construir
uma estação na foz do Côa (tão próxima do Pocinho e tão distante da Barca
D’Alva), então encontre-se um local intermédio entre esta e a de Barca D’Alva,
para erguer outra, negligenciando-se, como se disse, o porto das Pariças.
Parece no entanto ter existido
outra razão para a construção da estação da Olga. Esta terá tido a ver com o
favorecimento de um Visconde (ou seus herdeiros) que tinha uma quinta na Olga e
um Solar em Almendra e que reclamava, agora que a estação da Olga estava
construída, a construção de uma estrada municipal que ligasse Almendra (o seu
Solar) ao caminho-de-ferro (à sua quinta). A propósito disto dizia o abade: “A
colocação da estação na Olga, devida à influência dos donos da quinta, foi uma
fraude, um crime de corrupção, mas a estrada para ali é o sufrágio dessa
fraude.”
Ainda antes, em 1883, já as
freguesias de ambas as margens do Douro haviam manifestado a sua oposição ao
projecto das estações entre o Pocinho e Barca D’Alva reclamando também a
estação nas Pariças. O certo é que esta contestação não demoveu o governo e o
projecto foi mesmo executado.
Mas o abade não se dá por vencido e
em 1888 volta à carga dirigindo-se desta vez ao Ministro das obras públicas ao
qual diz: “Sacrificar assim três povoações às conveniências de uma quinta, por
mais esplendida que ela fosse, é um escândalo intolerável, e que só pode
reparar-se com a colocação de uma estação nas Pariças ou então com a redução
das três povoações a um campo onde os herdeiros ricos plantem vinha. Escolha o
Sr. Ministro, mas pelo amor de Deus, faça cessar o escândalo.”
Ainda em 1888, sem dar tréguas na
luta empreendida, a propósito da estrada para a estação da Olga (Almendra) e a
reclamada estação nas Pariças, o abade considera que a estação da Olga é um
beco sem saída e um facto triplamente injusto e criminoso porque deixava os povos
mais próximos privados do uso do caminho-de-ferro, porque tinha obrigado o
estado a construir e manter duas estações anémicas em lugar em uma vigorosa e,
para cúmulo, ainda se queria obrigar o município a abrir uma estrada para a tal
quinta, quando o que devia ser feito era construir uma estação ou apeadeiro nas
Pariças, onde o transporte fluvial continuava a concorrer com o ferroviário em
virtude da distância das duas estações (Côa e Olga). Terminava o abade o seu
apaixonado discurso dizendo: “Aquela estação da Olga e a sua estrada são duas
peças da mesma fábrica, e completam-se mutuamente. A estação é o poste, a
estrada é a corda para dele pendurar e estrangular nove ou dez povoações!”
A argumentação foi tanta e tão
persistente que o resultado adveio com a construção da almejada estação, não
junto à foz do ribeiro das Pariças, mas um pouco mais a montante, na foz da
ribeira de Aguiar. Esta conquista não deixa de ter um sabor agridoce pois sendo
certo que a estação foi construída esta acabou por ficar privada de uma estrada
de acesso facto que é interpretado pelos historiadores como uma forma de
castigo pela insolência do abade.
Fonte: COAVISÃO Nº 13, 2011
Fonte: COAVISÃO Nº 13, 2011
12 abril 2012
"Côa: Reinventar a Arte da Nascente à Foz"
Exposição
Inauguração a 18 de Abril de 2012
A 18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios — "Do Património Mundial ao Património Local: Proteger e Gerir a Mudança", vai ser inaugurada, pelas 15h00, no espaço "Portas do Côa", do Centro Cívico Nascente do Côa, a Exposição "Côa: Reinventar a Arte da Nascente à Foz".
Esta Exposição surgiu da sinergia entre a Câmara Municipal do Sabugal e a Fundação Côa Parque (Parque Arqueológico / Museu do Côa), destacando-se o papel catalisador da Junta de Freguesia dos Fóios, tendo por denominador comum o Rio Côa e as formas de arte primitiva ao longo do seu curso, da Nascente à Foz, promovendo o património e a sua relação com o Homem / Território.
A presente iniciativa concretizou-se, com a adaptação de uma sala, no Centro Cívico Nascente do Côa, equipamento gerido pela Junta de Freguesia dos Fóios, de modo a que este passe a comportar um espaço, que passará a designar-se "Portas do Côa", e no qual, através de um percurso, serão apresentadas ao visitante as várias formas de arte que proliferam nas margens do Rio Côa - da Arte Património Mundial da sua Foz à Arte Local do Alto Côa - onde se destaca a Esteia da Idade do Bronze dos Fóios.
Os conteúdos da exposição serão iminentemente gráficos, aplicados sobre o invólucro do espaço expositivo, com o complemento audiovisual de uma zona de projeção. A exposição terá como público-alvo jovens do 1° e 2° Ciclo e adultos de todas a idades e formações.
A Exposição "Côa: Reinventar a Arte da Nascente à Foz" resulta da estratégia da Câmara Municipal do Sabugal na promoção dos territórios e do desenvolvimento do turismo, numa perspetiva sustentável. O projeto integra a Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE "Turismo e Património do Vale do Côa", tendo sido candidatado, pela Câmara Municipal do Sabugal, ao Programa Operacional Regional do Centro.
MUNICÍPIO DO SABUGAL
PRAÇA DA REPÚBLICA 16324-007 SABUGAL
TEL. 271 751 055 FAX 271 753 408

















































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