22 julho 2012
Visualizações - Mais de 100.000 em ano e meio.
A iniciativa valeu a pena e alguns resultados estão já à vista, é um facto!
18 julho 2012
Tapeçarias de Portalegre e arte contemporânea - Museu do Côa
Nós na arte
Tapeçarias de Portalegre e arte contemporânea
Herdeira da tradição francesa e belga de tapeçaria mural, a Tapeçaria de Portalegre é considerada a melhor tapeçaria mural do mundo.
Fundada em 1946, por Guy Fino e Celestino Peixeiro, a Manufactura de Portalegre representou um ponto de viragem na história da tapeçaria mural. Adoptou uma nova técnica de tecelagem, conhecida como o ponto de Portalegre e associou a sua produção a grandes nomes da arte contemporânea nacional e internacional.
Actualmente são já mais de duas centenas, os artistas consagrados, que produziram as suas obras em Tapeçaria de Portalegre. Almada Negreiros, Camarinha, Júlio Pomar, Eduardo Nery, Cruzeiro Seixas, Le Corbusier, Sidney Nolan, Vieira da Silva, Milly Possoz, Graça Morais, Joana de Vasconcelos, são alguns desses criadores.
Dos teares de Portalegre saem obras de arte únicas, fruto do génio criativo dos artistas, que produzem os cartões originais; da perícia dos desenhadores, que os transpõem para desenho técnico; e da mestria das tecedeiras, que executam com detalhe e rigor a obra final.
Ao longo de décadas, as Tapeçarias de Portalegre preservaram a sua integridade, tendo-se afirmado como um produto de referência da nossa identidade cultural.
É este património que se pretende dar a conhecer e divulgar em Nós na Arte - Tapeçaria de Portalegre e Arte Contemporânea, com a apresentação de raros exemplares de tapeçarias e de inúmeros cartões originais, em grande parte inéditos, executados por alguns dos mais consagrados artistas dos séculos XX e XXI.
Uma iniciativa do Museu da Presidência da República, que pela primeira vez promove um trabalho em rede entre equipamentos culturais de referência do Alto Douro Vinhateiro e de Trás-os-Montes, com o apoio da Direcção Regional da Cultura do Norte, de diversas entidades públicas e privadas e muitas empresas do país.
12 julho 2012
GRUPO DE CONCERTINAS DA CORISCADA NO 32.º ANIVERSÁRIO DA ACDR DE FREIXO DE NUMÃO
A ACDR de Freixo de Numão celebrou em Maio o seu 32º
aniversário. A FOZ CÔA FRIENDS reconhece o extraordinário trabalho que a ACDR
vem executando, desde a sua fundação e associou-se às celebrações do seu
trigésimo segundo aniversário. Nesta perspectiva, a FOZ CÔA FRIENDS e a ACDR de
Freixo de Numão organizaram em conjunto um Passeio Pedonal, com características
culturais para o qual convidaram todos os interessados.
Partilhamos convosco a actuação, neste dia inesquecível, do
GRUPO DE CONCERTINAS DA CORISCADA.
A nossa 1ª publicação sobre este evento pode ser vista aqui:
PASSEIO PEDONAL PELOS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE FREIXO DE NUMÃO
04 julho 2012
Se o Douro não existisse, nós inventá-lo-iamos... A propósito do II Passeio Pedonal pela Linha
Desta vez o tempo veio por encomenda. Três dias apenas depois de ter atingido quarenta e oito graus à sombra, a manhã do dia 30 de Junho nasceu fresquinha e convidativa ao passeio. O S. Pedro acordara bem disposto, no seu próprio dia, e programara um clima propício à caminhada, que não sendo penosa, trazia algumas dificuldades, não só pelos seus 12 quilómetros de extensão, mas também pelo mato selvagem que inundava a linha, nascido do empedrado desconjuntado que agredia a sola dos pés!
Comigo e com o Zé, isso não importava! Há muito que dedidiramos viajar no pequeno bote/banheira para apoiar o pessoal. Então, porque não?! Alguém tinha que fazer o serviço, até porque os bombeiros continuavam com o seu barco de socorro avariado, vai já para mais de um ano!
Mas como sempre, o Zé tem muito que fazer! Já andava a pé desde as cinco da matina, a regar o bacelo, dizia ele, e quando os caminhantes já se faziam à linha, ainda o Zé se debatia a engatar o atrelado do barco à trazeira da viatura; engatar é como quem diz: a amarrar o dito cujo ao taipal da carrinha e assim puxá-lo, vale abaixo, pela estrada do Cimo da Costa, não fosse a polícia estar à coca na rotunda do Pocinho!
Mas vistas bem as "circunstâncias" tudo correu pelo melhor! Exceptuando o desengate do barco que navegou uns bons sessenta metros com piloto automático, protegido pelos deuses do vale, que por ali vagueavam àquela hora; ou as obras do cais do Pocinho, que fizeram o Zé ensopar-se até aos tintins para pôr o bote a boiar; ou mesmo a corda que nunca existiu, sem qual o mesmo navegaria sozinho, desta vez pelo rio abaixo; digo eu, exceptuando estes pequeníssimos incidentes, até que as coisas não correram nada mal! A não ser que a perda do remo por duas vezes fizesse transbordar o copo de água do azar!
Porém, às 11 horas e trinta, rés-vés, como houveramos combinado, lá estavamos na estação de Castelo Melhor a dar àgua à rapaziada, naquela curta paragem até à estação de Almendra!
Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena, lá dizia o poeta do Orfeu! E a "alma" desta gente abenegada, que quer mostrar aos poderosos da Terra que o Douro é Lindo e a Linha Indispensável, faz com que valha a pena continuarr a convencer as ovelhas negras de que o Vale do Douro é uma das maravilhas da Natureza, sem precisar de submeter-se a qualquer ridículo concurso televisivo!
Moldadas pelos deuses da Terra, as margens do Douro são forças hercúleas, gigantescas e ameaçadoras, mas também paraísos, que os homens cobriram de verdejantes tapetes, tecidos pelos montes fora, num cenário grandioso que, por quilómetros e quilómetros, se espraiam e refectem nas águas do rio!
Tudo no vale é grandiosidade e beleza! A destoar apenas a velha linha abandonada, com os carris esventrados, onde os frondosos eucaliptos morrem de pé, desafiando a triste sina a que foram votados, mas onde os cedros, teimosamente, continuam a acarinhar as ruínas do casario!
De quando em onde, as águias pesqueiras voltejam curiosas sobre o barco, interrogando-se sobre o que se passa no rio, não vá a ondulação ou o movimento da hélice ferir algum incauto barbo que lhes sirva de repasto!
As curvas do rio sucedem-se, lentamente, ao sabor da correnteza; o Douro espraia-se como um lago; as quintas parecem acompanhar a deslocação do barco, espelhadas nas águas das margens. No cimo dos montes crescem depósitos de água que dessecam os tapetes nas agruras do verão! E bem lá no alto, nascido da terra, mas roçando os céus, emerge o moderno zigurate dos deuses, a quem os hodiernos chamam de museu! Museu do Côa, do rio das mil e uma gravuras! Vale que terá sido o Olimpo dos terráqueos, cujo traço faz inveja a Picassos e a Dalis!
Viagem de sonho! Gente de escol! Sonho não sonhado!
........
José Ribeiro
03.07.2012
Comigo e com o Zé, isso não importava! Há muito que dedidiramos viajar no pequeno bote/banheira para apoiar o pessoal. Então, porque não?! Alguém tinha que fazer o serviço, até porque os bombeiros continuavam com o seu barco de socorro avariado, vai já para mais de um ano!
Mas como sempre, o Zé tem muito que fazer! Já andava a pé desde as cinco da matina, a regar o bacelo, dizia ele, e quando os caminhantes já se faziam à linha, ainda o Zé se debatia a engatar o atrelado do barco à trazeira da viatura; engatar é como quem diz: a amarrar o dito cujo ao taipal da carrinha e assim puxá-lo, vale abaixo, pela estrada do Cimo da Costa, não fosse a polícia estar à coca na rotunda do Pocinho!
Mas vistas bem as "circunstâncias" tudo correu pelo melhor! Exceptuando o desengate do barco que navegou uns bons sessenta metros com piloto automático, protegido pelos deuses do vale, que por ali vagueavam àquela hora; ou as obras do cais do Pocinho, que fizeram o Zé ensopar-se até aos tintins para pôr o bote a boiar; ou mesmo a corda que nunca existiu, sem qual o mesmo navegaria sozinho, desta vez pelo rio abaixo; digo eu, exceptuando estes pequeníssimos incidentes, até que as coisas não correram nada mal! A não ser que a perda do remo por duas vezes fizesse transbordar o copo de água do azar!
Porém, às 11 horas e trinta, rés-vés, como houveramos combinado, lá estavamos na estação de Castelo Melhor a dar àgua à rapaziada, naquela curta paragem até à estação de Almendra!
Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena, lá dizia o poeta do Orfeu! E a "alma" desta gente abenegada, que quer mostrar aos poderosos da Terra que o Douro é Lindo e a Linha Indispensável, faz com que valha a pena continuarr a convencer as ovelhas negras de que o Vale do Douro é uma das maravilhas da Natureza, sem precisar de submeter-se a qualquer ridículo concurso televisivo!
Moldadas pelos deuses da Terra, as margens do Douro são forças hercúleas, gigantescas e ameaçadoras, mas também paraísos, que os homens cobriram de verdejantes tapetes, tecidos pelos montes fora, num cenário grandioso que, por quilómetros e quilómetros, se espraiam e refectem nas águas do rio!
Tudo no vale é grandiosidade e beleza! A destoar apenas a velha linha abandonada, com os carris esventrados, onde os frondosos eucaliptos morrem de pé, desafiando a triste sina a que foram votados, mas onde os cedros, teimosamente, continuam a acarinhar as ruínas do casario!
De quando em onde, as águias pesqueiras voltejam curiosas sobre o barco, interrogando-se sobre o que se passa no rio, não vá a ondulação ou o movimento da hélice ferir algum incauto barbo que lhes sirva de repasto!
As curvas do rio sucedem-se, lentamente, ao sabor da correnteza; o Douro espraia-se como um lago; as quintas parecem acompanhar a deslocação do barco, espelhadas nas águas das margens. No cimo dos montes crescem depósitos de água que dessecam os tapetes nas agruras do verão! E bem lá no alto, nascido da terra, mas roçando os céus, emerge o moderno zigurate dos deuses, a quem os hodiernos chamam de museu! Museu do Côa, do rio das mil e uma gravuras! Vale que terá sido o Olimpo dos terráqueos, cujo traço faz inveja a Picassos e a Dalis!
Viagem de sonho! Gente de escol! Sonho não sonhado!
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José Ribeiro
03.07.2012
03 julho 2012
II Passeio pedonal - Estação do Côa - Estação de Almendra
Realizou-se no passado sábado, 30 de Junho de 2012, a reedição do II Passeio pedonal pela Linha do Douro entre as estações do Côa e Almendra.
Esta reedição resulta do compromisso assumido pela Foz Côa Friends Associação aquando da realização do II Passeio em Abril o qual teve de ser adiado por motivos de segurança pois a linha encontrava-se molhada e aumentava o risco de quedas.
Desta vez o tempo ajudou e cumpriu-se o programa delineado.
Os bravos defensores da Linha entre Pocinho e Barca D'Alva compareceram manhã cedo na praça do Município em Vila Nova de Foz Côa de onde foram transportados até às imediações da ponte da Foz do Côa em autocarro cedido pela Câmara Municipal conduzido com toda a segurança e profissionalismo pelo amigo Zé Pinto.
O grupo desceu então até à Linha onde todo o grupo se reuniu para dar inicio a mais uma acção em defesa da Linha.
Os olhares dos participantes perscrutaram por breves instantes a paisagem envolvente e a indignação pelo abandono desta infra-estrutura ficou bem expressa nas suas reacções.
Muito embora a dureza do piso e a vegetação que tomou conta da linha tivessem colocado dificuldades acrescidas o entusiasmo dos participantes superou com distinção todos os obstáculos que o traçado apresentava.
A beleza da paisagem dispensa comentários. A simpatia e cordialidade dos participantes ajudaram a reforçar os laços de amizade e cumplicidade entre os que acreditam que vale a pena quando a alma não é pequena.
O grupo que seguia pela linha foi acompanhado de perto por uma embarcação de apoio onde seguiam dois elementos da Foz Côa Friends Associação.
Antes da chegada à estação de Castelo Melhor foi feita uma paragem no túnel das Pariças onde foi possível vislumbrar testemunhos do movimento do passado gravado pela fuligem das antigas locomotivas no tecto do túnel.
Mais à frente, a estação de Castelo Melhor e o casario anexo, rejubilaram com a nossa presença. O Local é paradisíaco. Apesar do longo abandono de mais de duas décadas, as construções mantêm-se de pé em sinal de resistência pacífica ao triste destino que tão cruelmente lhe impuseram. Que esta imagem de resistência sirva de mote a todos aqueles que não se conformam com o despovoamento do interior e que os ajude a convocar as forças e a vontade tão necessárias na defesa da nossa região.
Depois de uma breve pausa para hidratação e descanso das pernas já um pouco fatigadas retomámos o caminho.
A ponte sobre a ribeira de Aguiar permitiu uma visão mais ampla do cenário circundante dominado pela beleza selvagem das paisagens durienses e pelos contornos geométricos dos vinhedos aí existentes.
Antes da chegada à estação de Almendra esperáva-nos um grupo de operacionais dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Foz Côa a quem desde já agradecemos o apoio.
Finalmente, a chegada à estação de Almendra onde pudemos por breves instantes dar descanso às pernas e apreciar o magnífico areal junto ao rio.
Daqui seguimos de autocarro para a capela da Srª do Campo onde degustámos as fartas merendas.
Pelas 17 horas regressámos a Foz Côa em fraterno convívio e com a consciência de que, mais uma vez, dissemos presente em mais uma jornada em defesa das nossas terras e património.






































































































































































