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23 junho 2013
Almendra – Alcunhas e Falares (Livro)
Quem estiver interessado em adquirir a obra pode contactar o seguinte endereço:
18 outubro 2012
Guilherme de Castilho (1912-1987) - Centenário do Nascimento
Exposição
Inauguração a 20 de Outubro
Autor: Hemeroteca Municipal de Lisboa, Paulo de Castilho e Fozcoactiva, E.E.M
Local: Sala de Exposições de Vila Nova de Foz Côa
Organização: Fozcoactiva, E.E.M
Diplomata, ensaísta e crítico português nascido em 1912, em Vila Nova de Foz Côa, e falecido em 1987. Licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas pela Universidade de Coimbra, ocupou o cargo de representante diplomático em diversos países (Chile, Áustria, Indonésia, França). Publicou Noções Fundamentais de Psicologia (1942), consagrando-se ao estudo e crítica de vários autores portugueses, tais como António Nobre, Raul Brandão e Eça de Queirós. Colaborador de quase todas as páginas literárias dos jornais de Lisboa e do Porto, foi homenageado com diversas condecorações, de entre as quais se destacam a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Áustria e a Comenda da Ordem do Mérito Civil de França.
Uma das obras de Guilherme Castilho
Guilherme de Castilho, a quem devemos um trabalho fundamental para o conhecimento da personalidade e da epistolografia de António Nobre, publicou, em 1979, um volumoso estudo, intitulado Vida e Obra de Raul Brandão, que rapidamente se esgotou. Decidiu, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda reeditá-lo, considerando-o "um marco significativo", quer sobre o ponto de vista biográfico, pelos novos elementos que traz sobre a vida do escritor portuense, um dos maiores da nossa literatura, quer sobre a sua obra de ficção, dramatúrgica, histórica e memorialística.
Baseado nas confissões de Raul Brandão, sobre a sua infância e adolescência, na narrativa de sua mulher, Angelina, companheira ideal, constante colaboradora da sua produção literária, sobre o sofrimento e morte do marido, Guilherme de Castilho desenha um retrato brandoniano de rara perfeição e singularidade. Como nos oferece uma dissecação sagaz de cada um dos seus livros, numa escrita clara e elegante, que esclarece e seduz. São mais de 500 páginas que se lêem com reflexão e fascínio, exemplares que nos transmitem a pujança do talento singular de Raul Brandão.
Editora: Imprensa Nacional-Casa da Moeda
Ano da Obra: 2006
12 setembro 2012
VINDIMAS – Miguel Torga
“A grande festa do mosto ia começar. E
peregrinos acorriam de longe, chamados pelos acenos das vides.”
Miguel Torga (Vindimas)
Nada melhor
que uma visita, nesta época, à região duriense para sentir e partilhar da azáfama,
mas também da “festa” das vindimas.
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Painel de azulejos da
Estação do Pinhão
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Painel de azulejos da
Estação do Pinhão
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Miguel Torga
“pintou”, melhor do que ninguém, as vindimas em livro:
VINDIMAS
1ª edição:
1945
8ª edição:
2007
Prefácio à tradução inglesa
Querido leitor:
Vais ler um livro que eu hoje teria
escrito doutra maneira. Cingido à realidade humana do momento, romanceei um
Doiro atribulado, de classes, injustiças, suor e miséria. E esse Doiro,
felizmente, está em vias de mudar. Não tanto como o querem fazer acreditar
certas más consciências, num, enfim, em muitos aspectos, e sensivelmente
diferente do que descrevi. Desapareceram os patrões tirânicos, as cardenhas
degradantes, os salários de fome. As rogas descem da Montanha de camioneta, a
alimentação melhorou, o trabalho é menos duro. Também o rio já não tem cachões,
afogados em albufeiras de calmaria.
E, contudo, julgo sinceramente que
não cansarás ingloriamente os olhos na contemplação do painel que pintei.
Conhecer o passado ajuda às vezes a entender o presente. Só com o sofrimento e
o protesto de muitas gerações foi possível a relativa dignificação dos
assalariados de agora. E, quanto mais não fosse, esses sacrificados merecem a
homenagem de uma lembrança. Mas há mais. A recordação do seu martírio será uma
lição para senhores e servos. Os primeiros terão no espelho a imagem do que não
devem voltar a ser; os segundos, a do que não devem voltar a consentir. Já sem
falar na mutação social pretérita e actual. Se certas hierarquias teimam em
persistir, os próprios protagonistas fazem o possível por o disfarçar. Tão
fortemente sopraram os ventos da História. De maneira que, também nesse capítulo
é menor a distância que vai de pobres a ricos, e mais harmonioso o convívio
entre eles. O que não deixa de ser igualmente de exemplo e proveito.
Resta ainda o aspecto puramente literário e
artístico da obra. Mas, quanto a isso, já não tenho voz. Serás tu a dizer a
última palavra. Se valeu ou não a pena percorrer a via sacra das suas páginas.
Teu
Miguel Torga
Para
conhecer os singulares coloridos das “pinceladas” do talentoso Miguel Torga,
leia o livro.
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| Em S. Martinho de Anta - terra natal de Miguel Torga |
TERRA NATAL
(…)
Deixei-a num impulso aventureiro
E foi que como se eu próprio me
roubasse…
Nunca mais tive paz e fui capaz
De sonhar
Outro lar
Que me abrigasse (…)
Miguel Torga (Revista de Artes e Letras 1962)
28 março 2012
Pocinho - 1940
Um olhar de Orlando Ribeiro
Texto: Duarte Belo e excertos da obra de Orlando Ribeiro
Fotografias históricas de Orlando Ribeiro
Fotografias atuais, legendas, capa e maqueta: Duarte Belo
Editor: Círculo de Leitores/Temas e Debates - Rua Prof. Jorge da Silva Horta, nº1. 1500-499 Lisboa
Revisão: Pedro Ernesto Ferreira
Impressão: Bloco Gráfico Lda., Unidade Industrial da Maia
1.ª edição: fevereiro de 2012
ISBN (Temas e Debates): 978-989-644-186-9
Depósito legal (Temas e Debates): 338772/12
Dimensões: 16x24cm
Número de páginas: 320
Acabamento: capa cartonada (Círculo de Leitores); capa em cartolina com badanas (Temas e Debates)
Portugal - Luz e Sombra
O País depois de Orlando Ribeiro
Edição Círculo de Leitores/Temas e Debates
«Orlando Ribeiro fotografou exaustivamente o território português a partir de 1937. Durante quase cinco décadas fixou, pela imagem, o solo e as construções que nos rodeiam. Em 1985, quando arruma a sua câmara fotográfica, Portugal já entrara num processo de mudança que se tornava cada vez mais célere. Em 2011 voltámos a uma grande viagem que fora iniciada em Portugal – O Sabor da Terra e continuada em Portugal Património. Selecionámos um conjunto de fotografias do grande mestre da Geografia e regressámos aos mesmos exatos locais das suas tomadas de vista.
O que encontrámos não foram apenas alterações, mais ou menos significativas, de aspetos das paisagens e das arquitecturas, mas um tempo civilizacional diferente. Estas fotografias dão-nos conta, com fascínio e inquietação, do poder avassalador do tempo e das imparáveis construções humanas, na modelação da identidade de um povo.»
"Orlando Ribeiro fez esta fotografia sensivelmente a meio da ponte metálica que na altura era a única travessia que existia no local, entre as duas margens do Douro. A Ponte do Pocinho foi inaugurada a 4 de Julho de 1909, e servia o trânsito rodoviário, no tabuleiro inferior, e a linha ferroviária do Sabor, no tabuleiro superior. Com 315 metros de comprimento, é uma estrutura metálica imponente, mas que, atualmente, fechada a todo e qualquer atravessamento, sugere um destino similar ao que, tragicamente, aconteceu à Ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios. A Barragem do Pocinho, inexistente à data da fotografia de Orlando Ribeiro, foi construída entre 1978 e 1982, e serve o tráfego rodoviário. A Linha do Sabor, que ligava a Linha do Douro a Duas Igrejas, nas proximidades de Miranda do Douro, foi encerrada em 1988. (pp.82-83)"
O LIVRO
Ficha técnica
Título: Portugal - Luz e Sombra, O País depois de Orlando RibeiroTexto: Duarte Belo e excertos da obra de Orlando Ribeiro
Fotografias históricas de Orlando Ribeiro
Fotografias atuais, legendas, capa e maqueta: Duarte Belo
Editor: Círculo de Leitores/Temas e Debates - Rua Prof. Jorge da Silva Horta, nº1. 1500-499 Lisboa
Revisão: Pedro Ernesto Ferreira
Impressão: Bloco Gráfico Lda., Unidade Industrial da Maia
1.ª edição: fevereiro de 2012
ISBN (Temas e Debates): 978-989-644-186-9
Depósito legal (Temas e Debates): 338772/12
Dimensões: 16x24cm
Número de páginas: 320
Acabamento: capa cartonada (Círculo de Leitores); capa em cartolina com badanas (Temas e Debates)























































