| (Aspecto actual da área da Estação de Barca D'Alva) |
Informação útil para planeamento do passeio
Acesso:
Linha do Douro, começando a viagem ferroviária no Pocinho (pode viajar de comboio até aqui a partir do Porto, fazendo, depois o percurso em sentido inverso ou chegar àquela estação usando outro meio de transporte). No entanto, para seguir a lógica do romance, há que começar mais para montante, em Barca d’Alva.
A ter em conta:
Barca d’Alva, estação fronteiriça da Linha do Douro, não tem serviço ferroviário desde 1990, pelo que o acesso terá de ser feito através doutros meios de transporte (carro ou barcos dos cruzeiros turísticos do Douro).
Quando:
Durante a época da floração das amendoeiras (Fevereiro/Março), na Primavera ou no Outono.
Outros pontos a visitar:
Museu e Parque Arqueológico do Côa;
Miradouros de São Salvador do Mundo e Casal de Loivos.
![]() |
| (Chegada a Barca D'Alva de um comboio vindo de Espanha) |
![]() |
| (Locomotivas a vapor na estação de Barca D'Alva) |
![]() |
| (Abril 2011 - Passeio pela reabertura da Linha) |
Mas, para já, só se chega a Barca d’Alva por estrada ou de barco. É uma povoação tranquila, cuja estação e edifícios são muito interessantes do ponto de vista da memória ferroviária do séc. XIX. Era aqui que Jacinto, acordado pelo companheiro de viagem, exclamava: «Então é Portugal, hein? ... Cheira bem».
![]() |
| (Vista sobre Barca D'Alva) |
| (Aspecto actual da Estação de Barca D'Alva) |
| (Vista sobre o Douro e Quinta da Canameira) |
![]() |
| (Comboio sobre a ponte na Foz do Rio Côa) |
Perto, acessíveis de táxi, as gravuras de Foz Côa, Património Mundial da Unesco (visita mediante marcação prévia).
Há vários comboios por dia, demorando o percurso até Tormes/Aregos menos de duas horas. A viagem permite descobrir dos mais belos panoramas portugueses, assim descritos pelo romancista: «Rodávamos na vertente duma serra, sobre penhascos que desabam até largos socalcos cultivados de vinhedo. Em baixo, numa esplanada, branquejava uma casa nobre, de opulento repouso, com a capelinha muito caiada entre um laranjal maduro».
![]() |
| (Vista a partir do miradouro de S. Salvador do Mundo - Pesqueira) |
Retenha-se, também, a estação do Pinhão, com esplêndida decoração a azulejo alusiva às vindimas, também da autoria de J. Oliveira, com a vizinha praia fluvial e, um pouco a norte, o inesquecível miradouro de Casal de Loivos. As hipóteses de uma prova de Vinho do Porto não são de enjeitar, nomeadamente no hotel Vintage House. Até à Régua é um festival de vinhas, quintas e socalcos, a não perder.
![]() |
| (Vista do miradouro de Casal de Loivos) |
Passadas Régua (outro eventual bom sítio para alojamento ou refeição) e Ermida, logo aparece a almejada estação de Caldas de Aregos, onde vale a pena descer e seguir as indicações da Câmara de Baião para um passeio queirosiano até à Quinta de Vila Nova que serviu de inspiração ao escritor. «Esperámos com alvoroço a pequenina estação de Tormes, termo ditoso das nossas provações. Ela apareceu, enfim, clara e simples, à beira do rio, entre rochas, com os seus vistosos girassóis enchendo um jardinzinho breve, as duas altas figueiras assombreando o pátio e por detrás a serra coberta de velho e denso arvoredo...»
Fotografias de vários autores, alguns desconhecidos, recolhidas e adicionadas por Luís Branquinho.
_________________________________________________________________________






































































































